Só não vá se perder por aí

Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bolivia, Peru, e América do Sul adentro. Nos acompanhe nas presepadas sulamericanas e vamos descobrir se realmente não existe pecado debaixo da linha do equador

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23.02.08

MACHU PICCHU

 

Bem, não vamos perder tempo tentando explicar um lugar que não possui explicação, nada do que eu relatar, nada que as fotos mostrem conseguem traduzir a sensação de estar aqui. Então, vamos contar nosso dia.

Acordamos 5h00 para tentar pegar o nascer do sol, como são Ü$ 6,00 dolares de onibus, decidimos subir a pé e comprar as entradas já na porta do parque de Machu Picchu. Tudo escuro e lanterna com pilha fraca, pra ajudar no meio do caminho somos barrados por não estarmos com os ingressos, Voltamos a aguas calientes e com excessão do Marcelo, subimos de onibus.

Já pra entrar em Machu Picchu, encontramos Marcelo e entramos no grupo dos mineiros de Alfenas que haviamos conhecido na Ilha do sol ainda na Bolivia (você pode contratar um guia se quiser, não é obrigatório, nós contratamos, 10 soles de cada).

A sensação inicial é estranha, um lugar monstruoso, mas que não era possivel ver direito, um misto de euforia e decepção, tudo nublado. A guia pedia calma e dizia que as 10h00 tudo ficaria claro.

Então começamos o tour, vendo cada ala da cidadela, cada caminho e por volta das 10h como num passe de mágica, Machu Picchu fica como nas fotos, limpa, linda, magnifica, estranha, mistica e convidativa.

Todos resolvem ter um particular com Machu Picchu, andamos sozinhos agora, hora de sentir, tatear cada encaixe de pedra, sujar o pé pelo caminho, imaginar como seria cada momento ali na época de sua habitação. Ningúém lembra das pernas, é um sobe e desce de escadas desenfreado, ninguém reclama aos pulmões os 3.600 metros.

Nosso grupo resolve encarar a Wayna Picchu (aquela pedra enorme que fica ao fundo nas fotos). Mauro quer mais tempo na cidade, nós subimos sem ele (é nessa hora que ele faz uma das melhores fotos da viagem).

Somente 400 pessoas podem escalar a Wayna Picchu por dia, eu sou o 331º, assino um termo de responsabilidade (se eu morrer o problema é meu agora), a subida é durissima, cansativa ao extremo, ingrime, mas lá do alto existe uma Machu Picchu de outro angulo, pouco mostrada. Dá pra ver daqui que a cidade tem formado de um pássaro, descemos, encontramos Mauro e voltamos a pé para Aguas Calientes.

Descidimos voltar de trem até ollantaytambo (36 dolares), todos cansados e loucos por um banho. Mas...., os trens estão de greve, portanto, teremos que fazer o mesmo caminho de andar, vans e onibus pra Cusco, dormimos aqui de novo, pra comer uma macarronada "feita por nóis mesmos".

Total da brincadeira evitando o trem foi de 55 dolares (incluindo todos os transportes, diarias, alimentação, cervejas, entrada em Machu Picchu e guia).

Com o trem seriam uns 130 dólares.

Agora é hora de abandonar Aguas Calientes e Machu Picchu. Partida pra casa começa aqui em uma das 7 novas maravilhas do mundo.

 

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