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	<title>S&#243; n&#227;o v&#225; se perder por a&#237;</title>
	<subtitle type="html">Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bolivia, Peru, e Am&#233;rica do Sul adentro. Nos acompanhe nas presepadas sulamericanas e vamos descobrir se realmente n&#227;o existe pecado debaixo da linha do equador</subtitle>
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	<tagline>Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bolivia, Peru, e Am&#233;rica do Sul adentro. Nos acompanhe nas presepadas sulamericanas e vamos descobrir se realmente n&#227;o existe pecado debaixo da linha do equador</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Machu Picchu e Bons Ventos para a volta</title>
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&#160;

Aqui mais um pouco de fotos de Machu Picchu.
Agora &#233; hora de levar todos voc&#234;s de volta para casa. Chegamos em Cusco no final da tarde sob a amea&#231;a de Paro (camponeses tomam a estrada e nada passa). Decis&#227;o dificil, resolvemos comprar o ultimo onibus direto para La Paz (70 soles - 18 hs de viagem), partiriamos a noite para evitar&#160;alguma manifesta&#231;&#227;o.
Agora realmente sentimos o gosto de que tudo isso est&#225; acabando, &#233; hora de despedir dos gauchos que est&#227;o conosco desde La Paz, despedidas e aquelas promessas de se encontrar no Brasil, tentar reduzir dist&#226;ncias entre Porto Alegre e BH, at&#233; um dia em solo tupiniquim, quando poss&#237;vel.
Segue Mauro e Eu para rodovi&#225;ria (sem banho desde a partida para ir a Machu Picchu), chegamos dez minutos antes da sa&#237;da do Onibus. Onibus bacana com todas as poltronas praticamente deitadas, exceto a nossa que n&#227;o sai dos 90&#176; graus e &#233; assim at&#233; Puno (8 horas de viagem). Pra aliviar, resolvem passar um filme boliviano no onibus (visto americano), um grata surpressa, o filme &#233; muito bom, bem melhor que os blockbuster&#180;s que&#160;andavam exibindo.
Na fronteira, o de praxe, sem contar a fila gigante pra sair do pa&#237;s, gastamos nossos ultimos soles.
Chegamos em La Paz pela manh&#227;, trocamos d&#243;lares (a 7,45) e fazemos a farra no Mercado das Brujas, compramos as lembran&#231;as, roupas e partimos no fim da tarde para Cochabamba (30 bolivianos - Cia Transcopacabana), chegamos e compramos passagem para Santa Cruz (25 bolivianos), neste momento estamos acompanhados por um casal carioca.
Chegamos&#160;em Santa Cruz &#224;s 11hs, o trem sa&#237; &#224;s 12hs, n&#227;o h&#225; passagens, compramos para o pr&#243;ximo dia e nos hospedamos numa pens&#227;o bem mais ou menos po 20 bolivianos.
Nessa hora descobrimos uma passagem da Gol pra S&#227;o Paulo por R$ 296,00 &#224;s 5h00, reduzir&#237;amos a volta em 3 dias e chegar&#237;amos de surpressa na sexta a noite. Fazemos isso, vendemos a passagem do trem e partimos de madrugada para o aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra com os cariocas.
Check-in e um lanche na Subway (isto ainda em Santa Cruz), pegamos o v&#244;o da gol com escala em Campo Grande, chegamos em S&#227;o Paulo &#224;s 09h00 descontado o fuso hor&#225;rio. Partimos pra Rodoviaria saindo de Garulhos, mal vemos os cariocas.
Pegamos o onibus de 14hs na rodovi&#225;ria do Tiet&#234;&#160;(R$ 75,00) chegamos em BH quase 22hs. (Praqueles que j&#225; se perguntam, tudo, tudo mesmo saiu por R$ 1.300,00).
Como todo bom mineiro, o melhor da viagem &#233; a volta. Fern&#227;o Dias, Amazonas, Contorno e casa. Incrivel, estamos de volta, mais fortes, nos conhecendo melhor, nos sentindo sulamericanos acima de tudo. Nos enfrentamos e somos outras pessoas.
Agradecemos a todos que nos ajudaram, da forma que for, a realizar o que foi mais que um sonho, e sim um projeto de vida.
Agora &#233; voltar a rotina, Mauro pro trabalho e eu tenho que colar grau (sou RP agora). Amanh&#227; &#233; s&#225;bado, &#233; dia de samba a tarde na Dalva.
BH, n&#243;s VOLTAMOS</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">MACHU PICCHU</title>
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		    <updated>22.04.08 10:38:41</updated>
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&#160;
Bem, n&#227;o vamos perder tempo tentando explicar um lugar que n&#227;o possui explica&#231;&#227;o, nada do que eu relatar, nada que as fotos mostrem conseguem traduzir a sensa&#231;&#227;o de estar aqui. Ent&#227;o, vamos contar nosso dia.
Acordamos 5h00 para tentar pegar o nascer do sol, como s&#227;o &#220;$ 6,00 dolares de onibus, decidimos subir a p&#233; e comprar as entradas j&#225; na porta do parque de Machu Picchu. Tudo escuro e lanterna com pilha fraca, pra ajudar no meio do caminho somos barrados por n&#227;o estarmos com os ingressos, Voltamos a aguas calientes e com excess&#227;o do Marcelo, subimos de onibus.
J&#225; pra entrar em Machu Picchu, encontramos Marcelo e entramos no grupo dos mineiros de Alfenas que haviamos conhecido na Ilha do sol ainda na Bolivia (voc&#234; pode contratar um guia se quiser, n&#227;o &#233; obrigat&#243;rio, n&#243;s contratamos, 10 soles de cada).
A sensa&#231;&#227;o inicial &#233; estranha, um lugar monstruoso, mas que n&#227;o era possivel ver direito, um misto de euforia e decep&#231;&#227;o, tudo nublado. A guia pedia calma e dizia que as 10h00 tudo ficaria claro.
Ent&#227;o come&#231;amos o tour, vendo cada ala da cidadela, cada caminho e por volta das 10h como num passe de m&#225;gica, Machu Picchu fica como nas fotos, limpa, linda, magnifica, estranha, mistica e convidativa.
Todos resolvem ter um particular com Machu Picchu, andamos sozinhos agora, hora de sentir, tatear cada encaixe de pedra, sujar o p&#233; pelo caminho, imaginar como seria cada momento ali na &#233;poca de sua habita&#231;&#227;o. Ning&#250;&#233;m lembra das pernas, &#233; um sobe e desce de escadas desenfreado, ningu&#233;m reclama aos pulm&#245;es os 3.600 metros.
Nosso grupo resolve encarar a Wayna Picchu (aquela pedra enorme que fica ao fundo nas fotos). Mauro quer mais tempo na cidade, n&#243;s subimos sem ele (&#233; nessa hora que ele faz uma das melhores fotos da viagem).
Somente 400 pessoas podem escalar a Wayna Picchu por dia, eu sou o 331&#186;, assino um termo de responsabilidade (se eu morrer o problema &#233; meu agora), a subida &#233; durissima, cansativa ao extremo, ingrime, mas l&#225; do alto existe uma Machu Picchu de outro angulo, pouco mostrada. D&#225; pra ver daqui que a cidade tem formado de um p&#225;ssaro, descemos, encontramos Mauro e voltamos a p&#233; para Aguas Calientes.
Descidimos voltar de trem at&#233; ollantaytambo (36 dolares), todos cansados e loucos por um banho. Mas...., os trens est&#227;o de greve, portanto, teremos que fazer o mesmo caminho de andar, vans e onibus pra Cusco, dormimos aqui de novo, pra comer uma macarronada &#34;feita por n&#243;is mesmos&#34;.
Total da brincadeira evitando o trem foi de 55 dolares (incluindo todos os transportes, diarias, alimenta&#231;&#227;o, cervejas, entrada em Machu Picchu e guia).
Com o trem seriam uns 130 d&#243;lares.
Agora &#233; hora de abandonar Aguas Calientes e Machu Picchu. Partida pra casa come&#231;a aqui em uma das 7 novas maravilhas do mundo.
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		    <title type="text/plain" mode="xml">AGUA CALIENTES</title>
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		    <published>23.02.08 11:59:30</published> 
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J&#225; dissemos abaixo que Aguas Calientes &#233; apoio logistico a Machu Picchu n&#233;. Demos sorte de um albergue por 10 soles, porque at&#233; o mercado central daqui (afinal os peruanos tem que almo&#231;ar em algum lugar) &#233; mais caro (5 soles o amuerzo). Aqui tem vasta op&#231;&#227;o, vegetariano, pizzaria, comida alem&#227;, mexicana. (aqui meu almo&#231;o mais caro e n&#227;o bateu bem).
Fizemos tudo isso e voc&#234; lembra que as mochilas ficaram no hostel de cusco (tirando o Daniel, um dos gauchos), ent&#227;o todos sem banho.
Decidimos subir para Machu Picchu antes da seis para pegar o por-do-sol.
Se der tento explicar o que &#233; Machu Picchu pra voc&#234;s.
At&#233; a cidade perdida</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A CAMINHO DE AGUAS CALIENTES</title>
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 Preparem os bolsos (isso &#233; s&#233;rio) ou tenha fol&#234;go e esque&#231;a de conforto. Quanto voc&#234; chega a Cusco, j&#225; sabe que Machu Picchu ser&#225; uma facada, ent&#227;o: ingresso (para estudante) 20 dolares (61 soles), trem de cusco a Aguas Calientes, ida e volta, com viagem durando 40 minutos, 102 d&#243;lares (isso mesmo em moeda americana e 102 por meia hora de trem), onibus de aguas caliente a Machu Picchu, 10 minutos, 6 d&#243;lares (s&#243; ida), total: U$ 140,00.
Pra se der uma ideia, 140 d&#243;lares &#233; aproximadamente o valor gasto por cada um at&#233; se chegar neste post (contando tudo, visitas, hostels, alimenta&#231;&#227;o e noites).
A alternativa &#233; a seguinte (prepare as pernas). Primeiro deixe a mochila no albergue (s&#233;rio) e siga para o terminal de Quilimbamba. Voc&#234; ter&#225; acesso a outra Cusco, bem pobre, feia e nada inca. Quando chegar neste pardieiro escolha uma companhia que lh transmita mais confian&#231;a (se isto &#233; possivel). A gente escolheu uma tal de Ben Hur (pelo pre&#231;o), 18 soles.
Agora pasmem, o trajeto de Cusco at&#233; Santa Maria (cerca de 30km) demora de sete a oito horas,. Viajamos a noite entre a cordilheira, numa estrada de m&#227;o dupla, onde s&#243; passava um carrinho de m&#227;o. Dentro do onibus, Cholla dormindo no corredor, cachorro, menino chorando, r&#225;dio com m&#250;sica ruim e uma quebra de uma hora.
Voc&#234; chega ainda escuro em Santa Maria, l&#225; voc&#234; pega uma Kombi at&#233; Santa Tereza por 10 soles (1 hora de viagem pela mesma estrada maldita), amanhece no caminho. Santa Tereza e Santa Maria s&#227;o aquelas cidades fora do mapa, sem asfalto, pouca luz (e isto no Peru). Em Santa Tereza mais uma Van at&#233; uma hidreletrica, 30 minutos sentados de costas por 4 soles. Entramos na hidreletrica (na verdade &#233; uma ponte sobre um rio) e chegamos a um trecho do trilho do trem (aquele de Cusco).
Isto tudo, pois, para se chegar a Aguas Calientes n&#227;o existe estrada s&#243; o trem, portanto andamos tr&#234;s horas sobre os trilhos e enfim Aguas Calientes &#224;s 10h da manh&#227;.
Chegamos cansados, a cidade n&#227;o tem nada, somente apoio logistico a Machu Picchu, pegamos um albergue por 10 soles e descanso, j&#225; que ninguem, exceto o Mauro, dormiu no onibus.
Amanh&#227;, enfim Machu Picchu
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		    <title type="text/plain" mode="xml">VALE SAGRADO</title>
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OLLANTAYTAMBO
 
 
 
CHINCHERO
 
 Lo Valle sagrado de los incas.
Para voc&#234; se situar, valle sagrado seria o circuito de cidades hist&#243;ricas de Minas, como se voc&#234; sa&#237;sse de BH e fosse para Ouro Preto, Mariana, Congonhas e Sabar&#225; em um dia.
A diferen&#231;a que as cidades ao redor de Cuzco s&#227;o todas incas e pr&#233;-espanholas e claro gigante pela propria for&#231;a do homem (haja pedra). O city tour com o valle sagrado, sai em m&#233;dia por 25 a 30 soles.
Aqui voc&#234; utilizar&#225; quase todo seu boleto t&#250;ristico, que j&#225; foi utilizado em partes no city tour, ent&#227;o n&#227;o esque&#231;a de lev&#225;-lo.
Todas as cidades parecem perdidas no tempo (destaque para Pisac e Ollantaytambo), literalmente, sem contar aqueles picos de neve ao fundo conhecidos como cordilheira dos andes.
No meio do tour voc&#234; ser&#225; guiado a um restaurante, que segundo o Mauro foi o melhor da viagem por 15 soles (uns 8 reais), j&#225; viu n&#233;, sai de l&#225; perguntei num posto onde o frentista almo&#231;ava. Eu e Marcelo (um dos gauchos) pagamos 3 soles por arroz, salada e pollo.
Nas fotos nosso garoto propaganda Mauro Darwin.
P.S: Acho que a melhor coisa pra evitar ressaca &#233; altitude, uma beleza. Aproveite, em Cuzco voc&#234; n&#227;o paga pra entrar em bares e ainda ganha free drinks e a noite dura. Se voc&#234; se atrai por andinas, boa sorte, elas n&#227;o oferecem resist&#234;ncia nenhuma as suas investidas.
At&#233; Machu Picchu
 
 
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